sexta-feira, 31 de julho de 2015

Hiroshima: Pela memória de há 70 anos atrás


Uma das atividades mais emblemáticas do Jamboree é a da ida a Hiroshima, o local sob o qual foi largada a bomba atómica, há 70 anos atrás. Hoje foi o dia de seguirmos o subcampo Akagi e Bandai, local onde estão inseridas várias patrulhas portuguesas da AEP e CNE, a uma visita a Hiroshima.

 O dia começou cedo para as os elementos dos grupos, que por voltas das 6 da manhã já se encontravam a entrar no autocarro em direção a Hiroshima. Após a chegada ao local destinado, as patrulhas foram encaminhadas para o museu memorial da paz de Hiroshima, onde tiveram oportunidade de ter contacto em primeira mão com os vestígios da bomba da fatídica manhã de 6 de Agosto de 1945. Entre os vários destroços expostos no museu encontravam-se alguns dos origami’s feitos por Sadako, vítima da bomba de Hiroshima, conhecida pela sua força e vontade de viver, assim como objetos pessoais e fotos chocantes dos momentos imediatos após o bombardeamento. De seguida, as equipas foram direcionadas para o auditório onde iria haver uma apresentação e exposição sobre o tema da bomba atómica.



A sessão teve início com a demonstração de um vídeo que captava os momentos anteriores e posteriores ao lançamento da bomba sobre o território nipónico. Durante 10 minutos sucessivos, foram projetadas imagens que chocaram com a sua brutalidade, confrontando quem assistia com o sucedido há 70 anos atrás. Posteriormente, foi a oportunidade aos jovens expressarem a sua opinião neste assunto.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Tradições e cultura: um mundo a descobrir

A melhor forma de absorvermos informação é através da experiência, e é isso mesmo o que acontece neste Módulo da Cultura, onde todos têm a possibilidade de assistir e experimentar de forma divertida e descontraída, vários tipos e formas de cultura numa só manhã.

Este nosso mundo é um caleidoscópio rico e variado de culturas. Por exemplo, pensem em termos de vestuário… No Japão têm o kimono, mas quando olhamos em redor, vemos outros trajes tradicionais de cada país. Na Coreia chama-se jeogori, na Mongólia é o dil, nas ilhas Fidji é o Sulo e no Taiti o pareo… sim, ainda no Chile é o poncho chileno, na Escócia o Kilt escocês, e o lederhosen na Alemanha, isto apenas para citar alguns dos trajes nacionais que existem no nosso planeta. Cada cultura é única e distinta. Ao experimentar diferentes culturas e estando disponível para acolher novas experiências, será possível cultivar uma relação com outros, a aprender e a estender a mão da amizade.

Neste módulo, todos são desafiados a preparar apresentações sobre países e culturas diferentes, para que cada um possa compartilhar a sua experiência única e as suas tradições com outros participantes. Esta será uma grande oportunidade para aprender mais sobre outras vivências, costumes, tradições e realidades de outros países.




Como sempre e em tudo, há preferências e foi nos tambores e no rodeo que se formaram as maiores filas. Enquanto os tambores exigiam coordenação e ritmo do grupo, para o rodeo a pontaria para acertar com o laço e força para dominar o cavalo eram essenciais!

Hoje participou nesta atividade a Tropa 2, tendo percorrido a quase totalidade das ofertas culturais existentes no Módulo. Ainda deu tempo para um pezinho de dança no espaço da Colômbia! Como este Jamboree está a acontecer no Japão, um país que é por si só uma fusão de influências de culturas ocidentais e orientais, os nossos jovens terão a oportunidade de obter vivências dos japoneses e da cultura de "Wa". Será possível aprender sobre as artes tradicionais bem como aspetos da cultura contemporânea, ou Cool Japão, tais como anime.



quarta-feira, 29 de julho de 2015

Jamboree iniciou com votos de que os escuteiros sejam agentes de "mudança" no mundo


«Vamos começar!» Foram estas as palavras de ordem que deram início ao 23º Jamboree, acampamento mundial de escoteiros, que está a decorrer em Yamaguchi, no Japão. Numa arena repleta, com 34 mil escuteiros de mais 150 países e territórios, Takayasu Okushima, o chefe de campo, encorajou os participantes a viverem todos sob o lema da unidade e deixou um pedido especial. «Se puderem, tentem encontrar os escoteiros japoneses que estiveram a ajudar na reconstrução depois do tsunami. Apesar de todos os seus trabalhos, ainda arranjaram forças para virem ao Jamboree e penso que podem aprender muito com eles», referiu aos presentes.

A cerimónia teve início ao fim da tarde, quando entraram em palco a girls band Kassei Gakuen, de Yamaguchi. Depois do presidente da prefeitura de Yamaguchi ter saudado os presentes e os ter encorajado a «visitar a cidade de Yamaguchi, que está à vossa espera», os DaDaDan Tenko trouxeram uma atuação de tambores e outros instrumentos japoneses que deixou toda a gente em êxtase, a aguardar o ponto alto da noite.

Já o sol se tinha posto quando começaram a desfilar no palco as bandeiras de todos os países participantes, o momento mais aguardado em todas as cerimónias de acampamentos mundiais. Apesar da prolongada apresentação, porque cada país desfilou individualmente, houve direito a aplausos dos participantes que, entusiasmados, puxaram pelo seu país e respeitaram em silêncio a apresentação de todos os outros. Provas de um respeito e unidade que não deixa ninguém indiferente.

Um Jamboree que também serve para perceber como mudar o mundo
A fechar a noite, e já depois da tradicional renovação da Promessa, ato no qual todos os escoteiros prometeram de novo cumprir os seus deveres para com Deus, a Igreja e a pátria, auxiliar os seus semelhantes em todas as circunstâncias e obedecer à Lei do Escuta, João Armando Gonçalves, o português presidente do Comité Mundial da Organização Mundial do Movimento Escotista e chefe mundial de todos os escoteiros, subiu ao palco para discursar. «Como vocês, sinto-me privilegiado por estar aqui a viver esta oportunidade rara. Estamos num campo no Japão, mas é como se o mundo todo estivesse aqui, a viver connosco», começou por dizer o chefe João Armando, tendo sido aplaudido por todos.

Num discurso curto, o chefe mundial dos escoteiros referiu que «quando nos encontramos num Jamboree, descobrimos a necessidade de trabalharmos juntos para encontrarmos soluções para os desafios que nos afetam a todos, como a pobreza, as mudanças climáticas, a falta de educação, e muitos outros. Sim, o Jamboree Mundial é também uma oportunidade de estarmos mais atentos aos desafios e a explorarmos a forma de podermos contribuir para os ultrapassarmos nas nossas comunidades, e no mundo. Isto, sim, é criar um Mundo Novo», defendeu.

 
João Armando Gonçalves recordou-se ainda da primeira vez em que participou num Jamboree Mundial, como dirigente, e um dos jovens com quem ele veio o abordou com uma opinião. «”Chefe, sabe, este Jamboree… é assim que o mundo devia ser”. Eu percebo o que ele quis dizer, porque desenvolveu uma ideia bem mais clara de como o mundo poderia ser melhor, e como nós outros podemos ser parte dessa mudança», contou. Por isso, uma das suas últimas palavras foi de conselho. «Em cada um dos 12 dias que faltam, sugiro-vos que façam o vosso melhor para estarem abertos aos outros; que tentam uma nova experiência; que aprendam algo novo; que façam um novo amigo; que partilhem uma ideia; que descubram um país novo. Estou certo que, se fizerem estas coisas, irão para casa no final da atividade mais ricos e com uma experiência que vão lembrar para toda a vida», concluiu.

Com a abertura do acampamento, terão início as atividades gerais de campo, que consistem em várias dinâmicas diferentes, que passam por visitas a Hiroshima, atividades aquáticas, relacionadas com Cultura, Desenvolvimento e Natureza, sem esquecer a vertente de serviço à comunidade.

No final da cerimónia, Ana Ferreira, chefe do contingente português, mostrou-se muito satisfeita. «O ambiente estava fantástico, sentia-se no ar a antecipação e a energia: bandeiras esvoaçantes, danças, palmas e interação entre todos. Não interessa a língua que se fala, pois aqui estamos todos em comunhão com algo que nos une – os princípios e ideais do escotismo», referiu a dirigente.

Se tudo isto impressiona um adulto, mais ainda um participante. «Para um jovem que participa numa atividade internacional, a cerimónia de abertura é sem dúvida uma das experiências mais marcantes: é o visualizar a manta colorida composta pelos elementos diferentes de cada contingente e perceber a diversidade intrínseca na mesma. É sentir ali, no imediato, a dimensão que o escutismo abrange, tanto em termos geográficos como culturais. Sem dúvida é vivenciar de uma forma mais intensa a fraternidade escutista», concluiu.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Está tudo a chegar ao Jamboree!


Com o arranque do dia de chegada dos participantes a Yamaguchi, Japão, para o 23º World Scout Jamboree, verificou-se uma enorme afluência de escoteiros de todas as partes do mundo. Foram 18 as equipas de participantes portuguesas que deram entrada no local de acampamento ao longo do dia de hoje. A 1º equipa portuguesa de participantes a dar entrada no acampamento foi a equipa de Carnide do Corpo Nacional de Escutas (CNE), a que se seguiram outras equipas do CNE e da Associação dos Escoteiros de Portugal, vindos das mais diversas áreas do país.

Devido à distância entre Portugal e Japão, algumas equipas aproveitaram para visitar os países em que fizeram escala. No caso de uma equipa de Belém que aproveitou para visitar Banguecoque, o resultado foi um choque de realidades. Outros grupos decidiram chegar mais cedo ao Japão, para conhecer a cultura nipónica, e passear um pouco pela terra do sol nascente.

 Mas nem tudo correu bem. Uma equipa de escoteiros do Porto viu as mochilas perdidas no aeroporto de Paris, o que colocou um desafio a esta equipa de participantes. Apesar destas adversidades, todos os participantes estão ansiosos pelas experiencias únicas que aqui vão viver.

O dia de amanhã, quarta-feira, vai ser dedicado às montagens de campo e ao reconhecimento dos companheiros de acampamento, vindo de partes totalmente diferentes do mundo. À noite, a cerimónia de abertura na Arena irá dar início oficial a este grande acampamento, e partir do dia seguinte terão início as diferentes atividades que vão colocar à prova os mais de 33 mil escuteiros que se deslocaram até ao Jamboree.

Finalizamos dando a palavra aos participantes. As expetativas ditas pelos próprios, na primeira pessoa.